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O Brasil na Bienal de Veneza 2022

Dois anos após a realização de sua última edição, a 59ª edição da Bienal Internacional de Arte de Veneza está de volta e será realizada entre 23 de abril e 27 de novembro de 2022 com o Brasil presente.

O tema deste ano, “Il latte dei sogni” (“O leite dos sonhos“, em tradução para o português), foi baseada no título do livro de Leonara Carrington, no qual a artista surrealista descreve um mundo mágico no qual a vida é constantemente reinventada pelo prisma da imaginação e no qual é permitido mudar, transformar-se.

Com curadoria de Cecilia Alemani, a mostra contará com 1.433 obras de 213 artistas de 58 países diferentes. O principal emblema será questionar a representação dos corpos e suas metamorfoses, a relação entre indivíduos e tecnologias, e a conexão entre os corpos e a Terra.

O artista alagoano Jonathas de Andrade, um dos mais influentes da sua geração, traz uma instalação inédita para a Bienal de Veneza 2022. Intitulada “Com o coração saindo pela boca“, a exposição é inspirada em expressões populares no Brasil que usam partes do corpo humano para criar metáforas como “nó na garganta”, “cara de pau”, “olho do furacão”, “das tripas coração”, “de braços cruzados”, “empurrar com a barriga”, entre outras.

“Em suas obras, o Jonathas busca a ideia de uma cultura autenticamente popular, em todos os sentidos possíveis e com a complexidade intrínseca desse termo. Toma o corpo como eixo norteador para tratar de temas como o mundo do trabalho e do trabalhador, juntamente com a identidade do indivíduo na contemporaneidade, por meio de metáforas que oscilam entre nostalgia, erotismo e política e crítica histórica”

Diz Jacopo Crivelli Visconti, curador da representação nacional do Brasil na Bienal.

A instalação é composta por impressões fotográficas, esculturas (algumas delas interativas) e um vídeo, e tem entre suas referências as feiras de ciências que Jonathas conheceu quando criança, em particular a experiência de visitar a boneca Eva – uma gigantesca boneca de 45 metros de fibra e espuma que rodou o país nos anos 1980.

Outros cinco artistas brasileiros também foram selecionados para participar da 59ª edição da Bienal de Arte de Veneza: o artista indígena Jaider Esbell, Lenora de Barros, Luiz Roque, Rosana Paulino e Solange Pessoa. A participação de brasileiros para a mostra italiana é a maior em muitos anos.

FONTE: www.casacor.abril.com.br

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