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🔥 Onda de calor: 2023 deve ser o ano mais quente em 125 mil anos, diz observatório europeu

Esta deverá ser a pior semana até agora de um ano já marcado por extremos climáticos no Brasil. O calor ficará na faixa de 40 graus, com perigo para a saúde e o meio ambiente, em todas as regiões.

Cientistas do observatório europeu Copernicus anunciaram que 2023 deve terminar como o ano mais quente em 125 mil anos.

A quebra de recordes de temperatura é esperada nesta oitava e potencialmente mais severa onda de calor do ano. Mas os recordes não são a pior parte, frisa o coordenador geral de Operações do Cemaden, Marcelo Seluchi. Ele destaca que os efeitos mais perigosos virão por conta da duração da onda e da quantidade de pessoas atingidas.

— Os maiores problemas são a abrangência e a duração. Boa parte do Brasil pode passar os 40 graus Celsius. Mas passar uma semana sob temperaturas elevadas dia e noite é grave até para habitantes de cidades muito quentes, como Cuiabá. A agropecuária sofre demais, as florestas. É ruim para as pessoas, a natureza e o PIB — destaca Seluchi.

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O verão costuma levar a fama de quente, mas é novembro, historicamente, o mês dos recordes. Ele é o mês das maiores temperaturas registradas no Brasil. O recorde nacional, de 44,8 graus, foi registrado em 4 e 5 de novembro de 2020, em Nova Maringá (MT). O anterior, de 44,7 graus, era de Bom Jesus do Piauí (PI), em 21 de novembro de 2005.

A vice-diretora do C3S descreveu a anomalia de temperatura de outubro como “muito extrema”.

Segundo o observatório europeu Copernicus, o mês de outubro de 2023 quebrou uma série de recordes:

  • Foi o mais quente já registrado em nível mundial, com uma temperatura média do ar à superfície de 15,30°C, 0,85°C acima da média de outubro de 1991 a 2020 e 0,40°C acima do outubro mais quente anterior, em 2019.
  • anomalia da temperatura global para outubro de 2023 foi a segunda mais alta em todos os meses do conjunto de dados ERA5, atrás de setembro de 2023.
  • mês como um todo foi 1,7°C mais quente do que uma estimativa da média de outubro para 1850-1900, o período de referência pré-industrial.

Seluchi diz que o Brasil ainda não tem estatísticas sobre as ondas de calor. Mas enfatiza que a combinação do El Niño com as mudanças climáticas pode fazer deste o ano com as ondas mais agressivas.

Com o aumento das temperaturas é extremamente importante se refrescar e manter o ar saudável e nessas situações o ventilador é uma alternativa simples e eficaz para se refrescar nos dias mais quentes.

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